Crianças: Seus medos, doenças (físicas e emocionais) e dificuldades diversas. Como ajudar?


"Como ajudar crianças com medo da morte neste momento de pandemia onde não se tem medo de outra coisa?" Esta foi exatamente a pergunta que recebi de uma seguidora.


Ao ler esta pergunta, primeiro me veio um sentimento de muito respeito pelo que está criança e essa família está passando e em seguida percebi o quanto a própria pergunta e a foto de perfil da mãe utilizando máscara já responde uma série de questões.


A questão não é a criança, e sim a família que está adoecida. Normalmente, a criança (mesmo no ventre materno) por um amor muito profundo a família, aceita de forma inconsciente e com muito amor (mesmo que lhe custe o próprio futuro ou a própria vida), a "tarefa" de manifestar um sintoma que precisa ser tratado, olhado, incluído e curado no seu sistema, no seio de sua família. E elas nos dão vários sinais de que estão tentando nos mostrar algo, porque começam a manifestar diversos problemas, doenças e dificuldades das mais variadas formas, seja em casa, na escola ou no meio em que vivem. Veja apenas alguns dos muitos e muitos exemplos que existem:


🔸 Ficam resfriadas, gripadas com facilidade;

🔸Apresentam problemas de saúde física (qualquer tipo), mental e emocional (ex: depressão);

🔸 Comportamentos agressivos ou difíceis;

🔸 Comportamentos muito introspectivos ou possuem muitas dificuldades de ir para a vida (porque normalmente são muito dependentes dos pais ou precisam muito da presença ou aprovação deles);

🔸 Dificuldades para dormir. Não querem dormir no próprio quarto ou sozinhas.

🔸 Sentem medo. No caso da pergunta realizada, a criança tem medo da morte, mas pode ser qualquer outro tipo de medo;

🔸 São muito ansiosas;

🔸 Apresentam dificuldades de aprendizado ou problemas escolares;

🔸 Possuem dificuldade de convivência com outras crianças ou adultos

🔸 Etc.


A criança é o melhor termômetro para sabermos se um lar está saudável ou não. O importante não é olhar para a criança e sim junto com a criança para onde ela de verdade olha, e normalmente ela olha para alguma "dor" que os pais não querem ou não conseguem olhar.


Por isso, quem precisa de ajuda nestes tipos de situações são os pais ou quem exerce a função paterna e a função materna. O movimento de cura aqui, que irá liberar a criança, acontecerá quando os pais olharem para onde devem olhar e resolver o que tem que ser resolvido. Desta forma, a criança não precisa mais olhar no lugar deles e nem comportar-se de acordo.


Desta forma inicia-se um processo de desenvolvimento e de crescimento saudável, primeiro nos pais e depois nos filhos, quando estes finalmente conseguem ficar livres do que tentam sem sucesso carregar ou resolver no lugar dos grandes (pais).


Então, as crianças adoecem para mostrar o que está no inconsciente dos pais. Talvez, seja uma forma que a própria natureza encontrou de ajudar os pais nos seus processos de auto conhecimento e evolução. Abrindo um parenteses aqui porque preciso aproveitar essa oportunidade pra falar sobre isso... Por favor, você que acredita em reencarnação, assim como eu, pare de falar que tudo é problema de outras vidas, que é carma ou que é porque a criança e a família tem que passar. Na maioria das vezes não é isso que acontece, portanto, se comporte como adulto e pare de ficar procurando justificativas para manter seu lar doente e achar que não precisa fazer nada pra mudar a situação. Existem situações sim que os gatilhos do presente trás a tona nossas "sombras" do passado, aquilo que precisamos evoluir e melhorar, mas sem generalizar, ok?


Então, voltando para o exemplo da criança que sente medo da morte, é muito claro que esse medo não é da criança, esse medo é aparentemente da mãe (pode ser de outros, mas estou dizendo apenas embasado no que li da pergunta, por isso não se pode generalizar nada e por isso sempre precisa de um atendimento direcionado para esclarecer o que de fato é e não o que parece).


E por que eu acho que esse medo aparentemente seja da mãe ou também vem da mãe?


1 - Primeiro devido a tudo que já expliquei acima, do que as crianças fazem pelos pais;

2 - Analisando o que ela informou na pergunta quando diz: "... neste momento onde não se tem medo de outra coisa..."?


É muito claro aqui quem está morrendo de medo de morrer, medo de ficar doente, medo das consequências que se pode ter com o que está acontecendo.

  • Quem realmente está com medo? A mãe!

  • Quem acredita que não tem como não ter medo nesse momento: A mãe!

  • Quem vinculou a situação do mundo com o medo? A mãe!

  • Quem até usa a foto de perfil utilizando máscara (inconscientemente mostrando seus medos, inseguranças, aflições, vitimismo e etc?) A mãe!

  • Quem no fundo tem medo de morrer? A mãe!

Agora me diz, quais referenciais essa mãe ou essa família estão passando/ensinando para essa criança de como pensar, sentir e agir mediante situações difíceis e que as vezes saem do nosso controle?


O filho é um espelho dos pais. Portanto, queridos pais ou queridas pessoas que exercem a função paterna e a função materna das crianças, cada vez que vocês olham para o que se passa no seu inconsciente, que cura suas emoções doentias, cuida e cura sua criança ferida, vocês abrem uma porta para curar o seu filho e as gerações seguintes e principalmente para serem e passarem referenciais saudáveis.


Não deve haver aqui qualquer tipo de culpa ou julgamento, simplesmente uma aceitação profunda sobre a perfeição da natureza que nos dá a possibilidade de nos melhorarmos como seres humanos a todo momento.


E quando vocês se dão conta do processo pelo qual vocês e seu filho estão passando, vocês passam a ter de forma consciente, a oportunidade de pensar, sentir e fazer diferente a partir daquele momento, o que irá mostrar e ensinar as crianças que elas não precisam se sacrificar para lhes ajudarem (até mesmo porque elas não conseguem), que está tudo bem, que vocês enquanto "grandes", dão conta de resolver os seus problemas, as suas dores, e que eles enquanto filhos podem e devem levar com eles somente o que é saudável do papai e da mamãe, o resto, pode e deve deixar com vocês.


Autora: Leidiane Mendes Ferreira

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