Bert Hellinger - Trajetória

Estava pesquisando a história de Bert Hellinger para o blog e me deparei com duas publicações muito bem escritas e por isso irei compartilhá-las aqui. A primeira é a trajetória do Bert Hellinger contada por Heinzen e Silva no site hsconstelação e a outra é um conto de Maria Inês disponibilizado no site do Instituto Ipê Roxo.


Anton "Suitbert" Hellinger ou Bert Hellinger nasceu em 16 de dezembro de 1925 em Leimen, Alemanha. Foi o segundo de três filhos de Albert Hellinger e Anna Hellinger.


INFÂNCIA


Aos 10 anos, Hellinger foi mandado para o internato em Lohr, onde passou os próximos 5 anos. Ele descreve esse período como o melhor período de sua infância e juventude.


Em 1940, o internato é transformado em hospital militar, e com isso Hellinger é transferido para o Friederichgymnasium, em Kassel.


JUVENTUDE


Em 1943, ele é selecionado como soldado para servir no exército alemão. Um ano depois, virou prisioneiro de guerra na França onde posteriormente conseguiu escapar e retornar para Alemanha.


Em 1946, ele entra para a ordem de Marianhiller, como estudante de teologia. E em 1947 se torna seminarista nesta mesma ordem em Würzburg. 


Em 1952, Hellinger é ordenado padre e é enviado para a diocese Marianhiller próximo a Durban, na África do sul. Lá, na Universidade Pietermaritzburg, ele dá continuidade a seus estudos. Neste momento, ele concluiu seus estudo de formação como professor na África do Sul.


Em 1956 ele se torna diretor de uma escola seminarista, para estudantes que desejavam se tornar sacerdotes.


Em 1958, se tornou missionário, também na África do Sul, onde aprendeu a língua do povo zulu e se tornou um tradutor entre esse povo e os missionários. Este é um trabalho ao qual Bert Hellinger se entregou com grande dedicação.


Em 1966 se tornou diretor do Saint Francis College, e um pouco antes disso teve seus primeiros contatos com dinâmicas de grupo realizadas por sacerdotes da igreja anglicana. 


Em 1969 ele retorna para Alemanha, onde atua como diretor do Seminário da Ordem de Marianhiller em Würzburg. 


Neste mesmo período, ele inicia seu contato com a psicanálise e com o estudo da psicologia, na Universidade de Würzburg.


“Quando voltei à Alemanha, em 1969, passei a ministrar treinamentos em dinâmicas de grupos, mas logo notei que isso não me bastava. Por isso, fiz em Viena uma formação em Psicanálise, que também me deu muita coisa” Bert Hellinger


Oferecia cursos e dinâmicas de grupo e se tornou formador do grupo de trabalho para dinâmicas na Alemanha.


PSICANÁLISE


Participou do grupo de trabalho de psicanálise em Viena em 1971 onde agregou o conhecimento que havia acumulado até ali. 


Neste mesmo ano, Hellinger deixou a ordem de Marianhiller, casou-se com sua primeira esposa, Herta e iniciou seu trabalho como psicoterapeuta. Em pouco tempo, se tornou um dos principais terapeutas de grupo na Europa. 


Em 1974, Hellinger vai para os Estados Unidos para estudar a Terapia Primal, Gestalt e terapia transacional e análise de script. 


“O insight decisivo me veio quando pratiquei a Análise de Script segundo Eric Berne. Ele partiu da constatação de que cada pessoa vive de acordo com determinado padrão. Esse padrão pode ser encontrado em histórias como contos de fadas, romances, filmes, etc., que impressionaram essa pessoa.” Bert Hellinger


Em 1979, estudou a hipnoterapia de Milton Erickson, TCI (interação centrada no tema) de Ruth Cohn, PNL e análise bioenergética.


O ENCONTRO COM AS CONSTELAÇÕES


Em 1990, durante um seminário em que se apresentou como psicólogo, Hellinger entrou em contato com Thea Louise Schönfelder, que na mesma ocasião apresentava sua nova abordagem: a Constelação Familiar. Saiba o que é e como pode nos ajudar acessando Constelação Familiar: O que é e como pode nos ajudar.


“Ela trabalhou de forma muito marcante que eu já entendia melhor, se bem que ainda não completamente. Então, quando estava escrevendo uma conferência sobre culpa e inocência nos sistemas, ocorreu-me de repente que existe algo que se pode chamar de “ordem de origem”, isto é, precedência do que é anterior num sistema sobre o que é posterior.” Bert Hellinger


Hellinger pesquisou e aprofundou seus estudos e iniciou pequenos grupos de Constelação Familiar. Em 1992, em Garmisch-Paterkirchen, mais de 300 pessoas mostraram interesse nesta abordagem e a partir desse momento ele passou a trabalhar com grupos maiores e com constelação familiar.


BERT HELLINGER ATENDENDO


Em 1995, lança o primeiro livro, “A simetria Oculta do amor”, editado por Gunthard Weber. Neste trabalho, Hellinger formula pela primeira vez as 3 leis da vida, que ele chamou de ordens do amor e da ajuda. 


Em 2003, já divorciado, Hellinger se casa com Sophie. Juntos, fundaram a HellingerSchulle. 


Em 2004, Hellinger recebe o Nobel alternativo de Medicina Integrativa.


HELLINGER SCIENCIA


Em 2005, estabeleceu-se a HellingerSciencia, com aplicação dos conhecimentos sistêmicos em diversas áreas da vida como pedagogia, saúde, política, entre muitos outros. 


Em 2008, foi condecorado Doutor Honoris Causis em Medicina integrativa, recebendo um prêmio no mesmo ano em Nova Iorque pela sua contribuição através dos conhecimentos da Constelação Familiar. 


“O aspecto mais importante foi reconhecer que o amor atua por trás de todos os comportamentos, por mais estranhos que nos pareçam, e também de todos os sintomas de uma pessoa. Por esse motivo, é fundamental na terapia que encontremos o ponto onde se concentra o amor. Então chegamos à raiz, onde se encontra também o caminho para a solução, que sempre passa também pelo amor.” Bert Hellinger


OBRAS ESCRITAS


Bert Hellinger escreveu e publicou mais de 108 livros, já tendo sido traduzido para 38 línguas. Lançou seu último livro, uma autobiografia em 2018 na Alemanha.


FALECIMENTO


Faleceu em 19 de setembro de 2019 aos 93 anos.


Fonte: Heinzen e Silva Constelação Sistêmica

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ERA UMA VEZ UM ALEMÃO...

Um dia, um jovem alemão cheio de ideais e ideias precisou adiar seus projetos, pois a guerra chegou à sua cidade, à seu bairro, à seu quintal.

Este jovem aceitou esse viés do destino como lhe era habitual fazê-lo, com entrega, com dedicação, também com curiosa aceitação, esperando na experiência a próxima lição, que talvez… talvez… o aproximasse de sua verdadeira missão e propósito.

A guerra em sua verdade crua e nua, lhe feriu a alma, mas também a curou… É, curou de ideias, juízos sobre o certo e errado, o provável e o improvável, sobre o justo e injusto…

Assim, naquilo que é uma guerra, foi feito prisioneiro em um campo de concentração, sendo cuidado por um soldado, que pensavam, ele e seus colegas desconhecer sua língua.

Desta forma zombavam dos soldados que os tinham feito prisioneiros, mas este jovem alemão, com sua natureza devocional na crença de que todos os homens são bons, repreendia os colegas dizendo:

– Ele está cumprindo seu papel, assim como nós o nosso. Eu o respeito por isso, pois sei como é duro renunciar ao que conheço como certo, para cumprir em nome de um bem maior, a pátria, tarefas que ferem minha consciência.  

Passaram-se os dias, os meses, e em um determinado momento o jovem fugiu.

Abrigou-se em um trem de carga e diz saber que seu carcereiro facilitou-lhe o feito ou talvez o auxiliou pois, na medida em que o respeitava em seu dever, digna e silenciosa simpatia se instalou entre eles.

A guerra acabou, e o jovem com todas as marcas que conquistou estava pronto para o próximo passo que o levou anos depois a outro país, onde pessoas viam e viviam a vida de forma muito diferente da sua.

Tinha muitas ideias, achava que iria servir a este povo com todo o conhecimento que uma vida abastada em um país “civilizado” pode oferecer.

Muitas ideias, muitos livros, muitos “hábitos corretos”.

E a vida lhe presenteou com a riqueza de culturas milenares totalmente diferentes, onde o respeito aos antepassados e ao que é, como é, refletiam um equilíbrio nos relacionamentos que levavam este povo, mesmo sendo considerado tão primitivo, a viver e experimentar o que hoje ele ensina:

– olhar e ver, ouvir e escutar, estar presente em estado de gratidão genuína ao que aconteceu, exatamente como é.

Esta postura, esta forma de viver, possibilitava à estas pessoas, exercitar com consciência e responsabilidade, o bem querer ao outro, pois tinham certeza que cada um dos integrantes do povo estavam totalmente conectados e eram igualmente importantes.

Este jovem e estudioso homem observou que doenças da mente e da alma tão comuns no mundo civilizado, não existiam ali, como depressão por exemplo.

Isto inquietou seu coração e o fez “afinar” sua percepção e assim ele foi aprendendo sobre os vínculos de amor que ligam os seres humanos e como mantê-los saudáveis.

Aprendeu que honrar, respeitar e se curvar aos pais e antepassados, evitavam problemas de coluna, dor nas costas, nas articulações, pois curvar-se ao que vem antes, significa aceitar o destino como é, como foi possível.

Assim o caminho é claro.

Não se tem dúvidas.

Assim é possível liberar-se para cumprir seu destino com suas habilidades e com a força de seus antepassados.

Assim ele foi observando vivendo e descrevendo as leis que na sua experiência são a chave da felicidade… Sim, pois felicidade é mais que sorriso e bem estar, é tudo que faz parte. Fonte: Maria Inês do Instituto Ipê Roxo.

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