AMOR STORGÉ - O AMOR SE EXPANDE ALÉM DA MÃE E CHEGA A FAMÍLIA, COMEÇANDO PELO PAI - VÍDEO 04


Você viu no nível de amor anterior que o Amor pornéia é a forma que o bebê ama a sua mãe, sempre esperando que ela lhe ofereça tudo que ele precisa e que não existe equilíbrio entre o dar e o Receber. Você também viu que o bebê se sente conectado com a mãe como se o cordão umbilical não tivesse sido cortado ainda. Por isso, ele sente que ele a mãe ainda são uma coisa só.


Só que esse bebê começa a crescer e naturalmente precisa avançar para os próximos ciclos da vida, mas isso só é possível, PRESTE MUITA ATENÇÃO NESSA PARTE… a criança só consegue avançar de forma bem sucedida e saudável para as próximas fases da vida se a mãe permitir que essa simbiose acabe, que esse cordão seja cortado e se ela autorizar, AUTORIZAR esse filho a amar o diferente dela. E o primeiro diferente da mãe na vida da criança é o Pai.


Se não houver essa permissão para que o filho ame o pai, então não terá espaço para esse pai entrar e contribuir no desenvolvimento dessa criança, ou seja, faltará a função paterna. Isso daqui não tem relação com o marido ajudando a esposa com relação ao filho não… pq tem muitas pessoas que tiveram um pai super presente mas não receberam função paterna e nem autorização da mãe pra ir para o pai. Se a mãe não permitir que essa simbiose entre ela e o bebê seja desfeita, mesmo que o pai queira exercer sua função, ele não consegue, porque pra ele chegar a mãe tem que desgrudar do filho, ele precisa de espaço para exercer sua função… e se mãe não solta o filho, que é o amor da minha vida, a razão da minha felicidade.. esse pai não consegue contribuir… Se vc não sabe a importância da função paterna na vida de um filho, dá uma olhada https://www.youtube.com/watch?v=1i8ls9p11ik&t=447s)


Então, quando ocorre essa permissão, essa autorização, quando chega o pai e a função paterna, a mãe deixa de ser a única referência para aquele bebê, e esse sistema que antes era só mãe e filho se abre para o diferente e se amplia. Agora, ele vai conhecer o amor da família, começando pelo Pai e que será ampliado depois para os irmãos, tios, avós, primos..


Essa criança começa a observar que ela faz parte de um sistema muito maior e que nesse sistema existem adultos, crianças, homem, mulher, existe coisas do universo masculino, do universo feminino, e que esses elementos interagem entre eles.. adultos com adultos, adultos com crianças, criança com criança… E olha como aqui a percepção dessa criança se amplia, até então o único sistema que ela conhecia era o dela com a mãe. E tem mais, ela começa a observar que a mãe não existe só pra ela, porque além de ser mamãe dela, ela também interage com outras pessoas e ainda tem várias outras funções além da materna. Ela é esposa do meu pai porque eu vejo os dois se relacionando, é mulher porque eu vejo ela cuidando dela mesma, é profissional porque eu vejo ela trabalhando, é filha dos meus avós, é mãe do meu irmão, é tia dos meus primos.. e assim vai...


E nesse novo sistema que agora se amplia, a criança começa a entender que ela já não pode ser só passiva recebendo tudo e com alguém sempre disponível pra ela. Ela precisa contribuir, participar de alguma forma com o seu sistema através de pequenas tarefas e trocas, como por exemplo, guardando os brinquedos quando terminar de brincar, arrumando o quarto, limpando o que sujou, deixando os priminhos brincar com seus brinquedos e não só ela brincar com os brinquedos deles. Ela aprende que existe regras e leis ali e que ela precisa segui-las.


É extremamente importante a mãe autorizar até no máximo 11, 12 meses do bebê a entrada do pai, da função paterna, para que o bebê amplie sua capacidade de amar e não tenha apenas ela como referencial pra tudo na vida, e pra começar a participar de outros sistemas e aprender que o diferente dele e da mãe (que até então pra ele era tudo a mesma coisa), também pode ser amado. Somente através da função paterna o filho pode ser apresentado ao amor do diferente.. Somente através da função paterna o filho pode ser apresentado ao amor do diferente.


Se depois de um ano de idade, essa mãe dá pra essa criança modelos, referenciais do tipo: "seu pai nunca é presente, seu pai vive cansado, seu pai nunca está aqui quando vc precisa, quando seu pai chega vc já está até dormindo… eu sou a certa ta, ele é o errado.. seu pai é isso, seu pai é aquilo…" fica lá falando mal do pai perto do filho ou para o filho… na verdade essa mãe vai consciente ou inconscientemente adorando a ideia de ser importante demais na vida desse filho e de fato ela se torna importante demais, tão importante que essa criança vai crescer sem saber que existe amor entre os diferentes.. ela vai achar que sempre existe amor apenas entre os iguais. Aqui, não houve a autorização para amar o diferente e se não tem amor ao diferente, a criança sente que então nunca poderá fazer de outro jeito porque se ela fizer, ela deixará de ser o filho que a mãe espera que ele seja e correrá o risco de não receber mais amor dessa mãe.


Na evolução natural da vida, a criança mostra que precisa amar, conhecer o diferente, ela dá sinais! Quando o bebê começa a engatinhar ele quer ficar grudado na mãe ou quer descer para o chão e engatinhar pra longe dela? ele quer correr da mãe! e normalmente ela corre em direção a quem? ao pai! basta observar.


Crianças não autorizadas pela mãe a amar o diferente, possuem tendências por exemplo ao homossexualismo, porque ela sempre vai procurar alguém igual e não diferente.


Agora, vou citar alguns exemplos do que pode acontecer lá na fase adulta com filhos não autorizados (sem generalizar, é claro) e que a raiz desse problema está nessa fase. são apenas alguns exemplos, pois, existem várias situações que quando vamos buscar a causa/origem acabamos descobrindo que ela está nessa fase do amor Storgé.

  • Preconceito. Aqui está a raiz dos preconceitos.. Preconceito com religião, raça, política, cor, sexualidade, não importa com o que seja, ficam lá a todo custo brigando com tudo e com todos quando estes possuem uma ideia, um pensamento, uma atitude diferente da deles ou do que eles acreditam ser correto. Afinal, se eu não fui autorizado a amar o diferente, então tudo que é diferente de mim não presta, está errado, não serve e assim vai.

  • É também nesta fase da vida que está a raiz do problema de pessoas que tem muita dificuldade de se relacionar com outras pessoas, de não conseguir manter relacionamentos sólidos, tanto amorosamente quanto de amizades… porque não aprendeu a amar e consequentemente aceitar e respeitar o diferente.

  • Outro exemplo.. já viram aquelas pessoas que vivem aprontando na vida e no final das contas sempre precisa que uma outra pessoa vai lá pra acudir, pra resolver seu problema, pra ajudá-lo a se livrar da confusão que entrou? pois é.. esse filho provavelmente foi criado como o reizinho ou rainha da casa né.. a mãe sempre saiu correndo limpando e arrumando todas as bagunças do filho. Como ela não autorizou ele avançar, ele também não aprendeu que dentro de um sistema, e seja qual for esse sistema, que ele também precisa dar algo, compartilhar, colaborar, fazer a sua parte.. ai ele cresce e acha que pode tudo que sempre vai ter alguém para limpar a sujeira e as besteiras que fizer na vida. Aqui tem excesso do materno e falta do paterno. Você já viu cadeia masculina em dia de visita? Normalmente está lotada de quem? de mães para visitar os filhos!

  • Assistam o vídeo que já falei aqui sobre a função paterna porque você vai conseguir entender mais uma série de situações que impactam na vida de um indivíduo quando o mesmo não recebe essa função, ok?

  • E não é só isso.. se nessa fase a mulher não permitir a entrada do pai, não é só o filho que vai ter problemas lá na frente não… a função mulher dela vai morrer, porque ela vai viver em função do filho e para o filho… "não trabalho porque fico em casa para cuidar dos filhos, não saio com meu marido porque tenho que cuidar dos filhos, não durmo sozinha com meu marido porque meu filho só quer dormir na nossa cama.. eu não cuido de mim direito porque não tenho tempo sabe, afinal, já viu né.. criança exige tempo demais.." ixi.. Acabou aqui né relacionamento, mulher, profissional e tudo mais!

A relação do casal precisa ser mais forte do que a relação pais e filhos, porque filhos são da vida, os pais estão a serviço da VIDA e um dia esses filhos precisarão ir embora… sem contar que é dentro de casa que aprendemos os primeiros referenciais e modelos de vida.

Quando você prioriza filho ao invés de priorizar o seu relacionamento, vc ensina para o seu filho que a relação mãe e filho é mais forte do que a relação de casal.. com isso, vc acha mesmo que ele vai conseguir lá na frente criar relacionamentos sólidos e duradouros com outras pessoas? Claro que não! Se mais forte é a relação mãe e filho, então eu tenho que continuar com a mamãe ou arrumar uma mãe pra continuar cuidando de mim… e se casa e tem filhos, nossa quando o filho nasce gruda na criança e esquece do resto... ou seja, vai dar tudo errado e vai sempre ser aquelas relações que nunca dão certo, não vai pra frente, ai vai falar que a pessoa não presta e que não sei o que.. Não se criou uma base forte, então a relação não tem força para se sustentar, criar raízes e ter frutos saudáveis.

Outra coisa.. se vc larga tudo da sua vida pra cuidar de filho e faz isso ser sua única e mais importante coisa na vida.. o que você está ensinando para os seus filhos sobre maternagem? que quando você é mãe sua vida acaba, que você não faz mais nada na vida.. que seu relacionamento já não tem mais liberdade nenhuma.. agora é só mesmo cuidar de filho e viver pra filho..


Acredite, muitos destes filhos vão crescer e não vão querer ter filhos!


Então, nesse segundo nível de amor, o indivíduo já avança um pouquinho com relação ao Dar e o Receber, porque agora essa criança já precisa começar a dar um pouquinho, a fazer algo pelo seu sistema.. ela ainda recebe muito mas sabe que precisa dar algo..


Isso já vai preparando esse filho pra vida. Essa preparação começa dentro do pequeno sistema que é a família e depois vai para o grande sistema que é a vida, o mundo lá fora, onde você adulto sabe que precisa contribuir, a vida te cobra isso! E se você vai pra vida e fica preso no amor pornéia, bebezinho que só quer receber tudo, sinto muito, mas a vida vai mostrar da pior maneira que esse não é o caminho.


Série completa dos 7 níveis de amor: https://www.youtube.com/watch?v=ik51T9wMn2o&list=PLWPOYNVd-ttHSZHG8ypV0JMnG3Y_PZ4nZ


Com carinho,

Leidiane Mendes


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