Constelação Familiar - O que é e como pode nos ajudar

A constelação Familiar é uma técnica terapêutica que nos permite saber qual é a causa, a origem de um determinado problema e qual é a solução, os caminhos saudáveis a serem percorridos para que consigamos resolver a situação. Isso pode ser feito para qualquer tipo de situação difícil ou problema que estejamos vivenciando em qualquer área da nossa vida, como por exemplo relação amorosa, relação com filhos, familiares, profissão, dinheiro, saúde, doença e muito mais.

A partir desta compreensão do que é o saudável, o indivíduo consegue saber de forma mais clara o que precisa fazer, pensar, sentir de diferente a partir daquele momento para que o seu problema, dificuldade ou doença seja solucionada e ele consiga seguir sua vida de forma realmente feliz, próspera, abundante, saudável (no nível físico, mental, emocional e espiritual), em paz consigo mesmo, com as outras pessoas e com o mundo.

Bert  Hellinger foi um dos grandes estudiosos da Constelação Familiar e ele observou que ao nascermos em uma família, nós não adquirimos dela somente algumas características físicas, genéticas e algumas particularidades emocionais, mas também adquirimos muitas informações referentes a situações vividas por outros parentes, como por exemplo, suas crenças limitantes, valores morais, traumas, doenças, segredos de família e tantas outras situações. E adquirimos tudo isso mesmo quando essa pessoa já tenha falecido, quando é um familiar que não tenhamos conhecido ou até mesmo convivido com ele.

Isso acontece porque existe uma espécie de "Memória Familiar Inconsciente" que também é chamado de "Consciência do Clã". Para exemplificar, e para facilitar o entendimento, é como se existisse um "local" onde são armazenadas todas as informações e histórias dos nossos ancestrais e familiares, histórias e informações essas que influenciam não somente o dono dela, mas também todos os demais descendentes desta família.

Por esse motivo, é possível que problemas afetivos, doenças físicas/emocionais/mentais, cargas emocionais que nem sempre sabemos ou compreendemos a sua origem ou motivo, fracassos, dificuldades financeiras, endividamentos e tantas outras situações que impedem o fluir da vida sejam decorrentes a partir de nossos sistemas familiares, e é isso que a constelação familiar estuda e trata, o que não tem nenhuma relação com culpados, algozes e vítimas e sim com aquilo que nós mesmos fazemos inconscientemente para nos mantermos muitas vezes leais e pertencentes a nossa família.

Hellinger observou que essa memória familiar inconsciente é dirigida por 3 leis que ele chamou de "Ordens do Amor". 

Essas leis tem o potencial de influenciar tanto a vida individual quanto a vida dos descendentes desta família. O seu não cumprimento pode desencadear desequilíbrios e emaranhamentos no sistema familiar, ocasionando assim problemas afetivos, financeiros, fobias, doenças, tendências suicidas e tantos outros problemas nos mais diversos setores da vida.

As três leis são: Lei do Pertencimento, Lei da Ordem e Lei do equilíbrio e estão explicadas abaixo de forma detalhada. Quando são seguidas na sua integridade, sentimos paz e nossa vida flui em todos os sentidos. 

É importante lembrar, que as leis simplesmente existem e regem a nossa vida, mesmo que nós não as conheçamos e até mesmo não acreditamos. É como a lei da gravidade, ela vai existir e funcionar em nossas vidas independentemente se acreditamos ou até mesmo sabemos de sua existência.

Então, através da constelação familiar, olhamos para algo que lhe dói muito, que neste momento é muito difícil na sua vida, entendemos quais leis não estão em equilíbrio e o que é preciso ser feito para que essa lei seja reestabelecida e assim o problema seja resolvido.

A Constelação Familiar por si só já faz algo nesse sistema familiar inconsciente durante a sessão, mas não faz milagre e não carrega consigo 100% da responsabilidade por ter que resolver o problema.

Cada um faz sua parte. A ferramenta faz a parte dela e você faz a sua levando para a prática as atitudes, os pensamentos e os sentimentos saudáveis, ou seja, fazendo diferente. Afinal, agora você já tem um "norte", já tem uma ideia do que fazer, para onde olhar e como olhar.

Conheça agora como atua cada uma das 3 leis do amor.


LEI DO PERTENCIMENTO

Todos os membros de um sistema familiar tem o direito de fazer parte, de pertencer a este sistema, e ninguém pode ser excluído independentemente do motivo. Isso inclui os que morreram precocemente, os natimortos, os "maus", os filhos abortados e outros para quem a família não quer olhar (é muito comum, por exemplo, que pessoas sejam esquecidas porque lembrar delas traz sofrimento), mas enquanto não são lembradas e reconhecidas como pertencentes o sistema não pode ter paz. 

É negado a um membro o direito de pertencer sempre que o mesmo é esquecido, julgado ou excluído, e isso gera uma necessidade irresistível do próprio sistema de reparar, de restabelecer a integridade perdida e compensar a injustiça cometida. Normalmente, isso é visto nas gerações futuras onde os mesmos passam a representar ou imitar o membro excluído. Com isso, é bem provável que terá o mesmo destino do seu antepassado ao invés de viver o seu próprio. Exemplos de situações que podem acontecer: nenhuma mulher é feliz no amor ou todas se separam, muitos membros desta família ficam doentes ou já nascem com doenças graves, não conseguem se realizar profissionalmente, não se sentem em paz e etc. Isso ocorre porque existe uma certa fidelidade da nossa alma ao sistema. Exemplo: se muitas mulheres sofreram no passado daquela família e não foram felizes no amor com relacionamentos saudáveis e duradouros, é como se para pertencer, esse novo membro da geração futura precisasse também sofrer (em lealdade ao seu sistema). É como se para lembrar/incluir aquela que foi excluída, alguém precisasse reviver a sua dor. Um outro exemplo é com relação as mortes trágicas e prematuras que costumam gerar culpa dentro do sistema e muitos da família podem se sentir culpados ao dizer sim a vida e portanto, seguem esses antepassados no não, na morte, e como consequência vem as doenças, os fracassos e os sofrimentos.

"Pertencer a nossa família é nossa necessidade básica. Esse vínculo é o nosso desejo mais profundo. A necessidade de pertencer a ela vai além até mesmo da nossa necessidade de sobreviver. Isso significa que estamos dispostos a sacrificar e entregar nossa vida pela necessidade de pertencer a ela". Bert Hellinger - A cura - pg 17.

A solução? Reincluir estes antepassados olhando para eles com gratidão e honrando seus destinhos assim como foi. Com isso a ordem é restabelecida e ninguém mais precisa representar aquele que foi excluído. Como consequência, todos ficam fortes, em paz e podem seguir seus próprios destinos dizendo SIM  a vida.

 


LEI DA ORDEM
 

Além de pertencer, cada indivíduo ocupa uma posição dentro do sistema familiar. Isso quer dizer que dentro da lei da hierarquia é fundamental e necessário que se respeite aqueles que vieram primeiro, ou seja, os filhos devem respeitar seus pais e estes por sua vez precisam respeitar aqueles que vieram antes deles, seus antepassados.

"O ser é estruturado pelo tempo. O ser é definido pelo tempo e através dele recebe seu posicionamento. Quem entrou primeiro em um sistema tem precedência sobre quem entrou depois. sempre que acontece um desenvolvimento trágico em uma família, uma pessoa violou a hierarquia do tempo." Bert  Hellinger, Ordens do amor, pag 37.

O desequilíbrio nesta lei ocorre quando os papéis se invertem, ou seja, quando os filhos ocupam dentro da família uma posição que deveria ser, por exemplo, dos pais, o que pode acarretar pais com comportamentos e atitudes infantilizados e filhos mais nervosos, ansiosos e emocionalmente frágeis, que serão obrigados a suportar uma carga emocional que em tese não é sua e nem deveria carregar.

Quando um filho (criança ou adulto) assume a dor de seus pais, ele se torna maior do que eles, ocupando assim um lugar em um nível hierárquico do sistema que não pertence a ele. 

Os filhos são pequenos e os pais são grandes, e ser pequeno significa aceitar o que se recebe como o recebeu, sabendo que o que foi dado foi exatamente aquilo que você precisava, que foi o possível e também o suficiente. Nossos pais são os melhores pais possíveis para nós e tudo que recebemos, exatamente tudo, nos ajudou a nos tornarmos o que somos.

Trata-se portanto de uma hierarquia cronológica, na qual quem veio antes precisa ser reconhecido como tal. Sem esse reconhecimento e o respeito a isso, há um desequilíbrio no sistema. Isso significa, portanto, que os pais vem antes dos filhos, assim como o amor entre os pais vem antes da relação pai-filho ou mãe-filho, primeiro filho vem antes do segundo e assim por diante. Essa é uma ordem de precedência e não de importância.

É essencial para um bom funcionamento do sistema que a ordem seja respeitada, porque quem vem depois (como as crianças, por exemplo) não é capaz de suportar o peso e a responsabilidade de quem vem em primeiro lugar e é maior.

A tarefa de restaurar o equilíbrio no sistema e o restabelecimento da ordem dentro da família ficarão ao encargo de um membro da próxima geração.

O que Hellinger ressalta nesta lei é a importância de mantermos o respeito àqueles que vieram antes de nós, honrando-os e aceitando a hierarquia de nossos antepassados, para que assim o equilíbrio desta ordem seja plenamente mantida.

 


LEI DO EQUILÍBRIO
            

Esta ordem diz respeito a necessidade do equilíbrio entre o dar e o receber ou tomar, que deve existir em todas as relações de maneira igualitária para que as relações se mantenham permanentemente equilibradas. Funciona da seguinte maneira: um dá, o outro recebe e de preferencia toma, porque tomar é mais ativo do que receber. Então, quem recebe fica grato e de certa forma em dívida. Portanto, dá de volta. Idealmente, dá um pouco mais e assim quem recebe dessa vez, fica com a dívida e irá retribuir. Isso gera um vínculo crescente no qual o amor pode crescer. Isso é vital para que um relacionamento amoroso, por exemplo, possa se tornar um compromisso e garantir que o amor permaneça na relação, lembrando que tudo que acontece dentro de um relacionamento de casal é de responsabilidade de ambos, sendo 50% para cada.

"O que dá e o que recebe conhecem a paz se o dar e o receber forem equivalentes. Nós nos sentimos credores quando damos algo a alguém e devedores quando recebemos. O equilíbrio entre crédito e débito é fundamental nos relacionamentos." Hellinger, A simetria oculta do amor.

Há uma exceção a esse equilíbrio, que é o caso da relação entre pais e filhos. Os pais são doadores e os filhos receptores. Ou seja, pais dão, filhos tomam. Os filhos retribuirão o que receberam crescendo na vida, fazendo algo bom de suas vidas e até mesmo no futuro dando a seus filhos. Só poderá dar e receber de forma equilibrada na vida quem pôde receber e soube tomar o que os pais deram.

E de tudo que os pais dão, o mais importante todos nós recebemos: a vida. Isso, por si só já é ou deveria ser motivo de gratidão e respeito aos nossos pais.


COMO SABEMOS SE PODEMOS CONSTELAR E COMO ELA PODE NOS AJUDAR 

Qualquer pessoa pode fazer uma constelação familiar, basta sentir se existe uma questão em sua vida de difícil resolução, entendimento e que esteja bloqueando o andamento de sua vida em qualquer área, porque apesar do nome, o método não busca soluções somente para problemas familiares, mas também para doenças, dificuldade para lidar com pessoas, bloqueios pessoais e profissionais, desequilíbrios, dificuldade de comunicação, dificuldade de ganhar ou controlar o dinheiro, para acontecimentos como relacionamentos abusivos, carência afetiva,  entre outros.

A constelação familiar é considerada uma "terapia" breve, pois você não precisa fazer várias "sessões" para resolver/entender/olhar uma questão. Normalmente se faz uma sessão para cada tema/questão/problema. 

Ela pode ser feita em grupo ou individual em que é possível localizar e entender onde estão a raiz/origem de determinada situação, que pode ser desde doenças, problemas financeiros e até questões relacionadas a vida amorosa e profissional e etc, possibilitando encontrar a solução adequada para aquela situação.

Muitas das dificuldades pessoais que temos, são resultados de "confusões" no sistema familiar. Estas confusões ou desequilíbrios ocorrem quando um membro de nosso sistema familiar "fere" uma das três leis exemplificadas acima, em que acabamos incorporando em nossas vidas o destino deste membro, que pode estar ainda vivo ou ter vivido no passado de nossa família - inclusive a várias gerações anteriores.

Quando existe este desequilíbrio, nós, de forma inconsciente e obviamente sem querer, acabamos por repetir os mesmos padrões e tomando seu destino.

Estes membros, quando vistos através das Constelações Sistêmicas, percebem que foram excluídos, esquecidos ou não reconhecidos no lugar que pertencia a eles.

Esta abordagem nos permite olhar para o nosso sistema familiar e colocar cada membro em seu devido lugar, permitindo que a vida tome seu fluxo novamente de forma amorosa e equilibrada.

A constelação nos ensina que quando estamos em equilíbrio com o nosso sistema familiar, estamos em harmonia com a vida, independentemente de seu aspecto, possibilitando que tudo flua de forma natural e seguindo o seu destino.

Clique aqui e saiba como funciona o atendimento individual e em grupo e que pode ser realizado de forma presencial ou online com os mesmos resultados.

Clique aqui e conheça alguns dos milhares de exemplos de situações em que uma Constelação Familiar pode ser indicada.

R. Maria Júlia Ramos e Souza, 98 Capoeiras 

Florianópolis-SC

R. Joaquim Carlos Fonseca, 606  Santa Mônica 

Uberlândia-MG

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